domingo, agosto 07, 2005


LC cai de pára-quedas

Bom, desde já apresento-me. LC. Pronto, já está!
Eu e o elementar somos amigos de longa data.
Quer dizer, 6 anos pode não soar a muito tempo mas o que nós já vivemos juntos, todas as conversas que tivemos, eram capazes de preencher uma vida; e dar-lhe sentido. É incrível como as pessoas entram e saem da nossa vida sem que tenhamos algo a dizer, é ainda mais incrível aquelas que ficam de vez, para sempre, a nosso lado. Obrigado Sérgio.
E como este blog é suposto ser sobre o fulcro das matérias e das questões, e como eu tenho a mania que sei escrever, aqui está algo que escrevi quando regressei de uma viagem muito especial, em que personalidades ganharam forma e as pessoas revelaram-se. Sabem, as pessoas são sempre mais simples do que parecem, podiam muito bem ser definidas por um dos elementos. Terra, Fogo, Água, Ar, qual és tu?


Sinto nas pálpebras fechadas o Sol apagado que me faz não querer abrir os olhos à inevitável realidade do mundo. Ainda tenho nos ouvidos sons de risos e vozes doces de quem comigo viu o Sol sem medo. Ainda tenho nas mãos o vazio de corpos que abracei ao Sol. O meu coração ainda bate como no dia em que os tive nos braços.
Para trás deixo as coisas que vi tal como as encontrei: sem nós. Vai estar lá a casa vazia intocada, a água imóvel intocada, vazias de nós. O Sol que foi não o será mais, os risos já não serão senão nos nossos ouvidos teimosos, os abraços vão permanecer apenas na lembrança das nossas mãos. Deixemos a memória ser viva em nós sem que o nós perda o significado. Vamos partir sim, mas com a certeza de que tudo voltará a acontecer na nossa mente, vezes e vezes sem conta; pois sempre que me lembrar dos nossos risos, sorrirei outra vez; e onde quer que esteja, sentirei o peso dos dias com uma enorme leveza. Vamos e partamos depressa porque agora é a vez de outros verem o Sol da forma como nós o vimos um dia...
(Memória, por Luís da Cunha)

2 Comments:

Blogger elementar said...

É incrível como o outro Luis, o José Luis Peixoto, quase consegue escrever como tu... Mas não deixemos que a sombra de outro se sobreponha ao Sol que nos iluminou naqueles dias em que a liberdade era a inocência de sermos nós a respirar o AR sempre novo que nos enchia os pulmões e alimentava o sangue de esperança. Não deixemos o Sol.

3:05 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

"Memória", não é?

Esta é a memória de viveres, de sentires, de seres tu. De veres as coisas com os teus olhos, senti-las com o coração e aceitá-las com o teu ser.

Já gostava do que via em ti, agora gosto do que leio.

Keep going*

10:09 da tarde  

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